11 fevereiro, 2006

[Devaneio] ... e uma brisa gélida soprou.

Ele abriu os olhos. Uma... brisa? Ele volta a olhar ao redor; ainda tinha a sensação de que aquilo era um lugar fechado, mas, apenas vendo sombras, era impossível ter certeza.

De qualquer forma, a brisa havia acordado-o de seus sonhos estranhos e questionamentos. Mais uma vez se perguntava quanto tempo havia passado desde de que ali havia se sentado, mas não conseguia nenhuma respsota conclusiva.

Ele se levanta, lançando mais uma vez seu inexpressivo olhar ao redor: as velas mantinham suas chamas trêmulas e contínuas, como se nunca se extinguissem. E, pensando bem, isso era mesmo possível.

As lentes disformes espalhadas pelo "lugar", penduradas por finos fios (e onde estariam presos esse fios?), mantinham o jogo de luzes e sombras, complexo, e com seu leve giro sem ordem ou sequência, criavam novas e únicas formas.

Ele dá um passo. Mas, para onde? Seu olhar volta a percorrer o "lugar", tentando encontrar alguma referência, mas a distribuição caótica dos objetos não facilitava muito isso. Com um suspiro, ele retorna um passo e senta-se mais uma vez na grande a macia almofada. Ao menos, algo confortável.

Ele estira mais o corpo, deixando a cabeça pender para trás, os olhos a fitar a escuridão acima de sua cabeça, a respiração calma, pausada, sutil, quase imperceptível.

O silêncio é absoluto, como se mesmo as chamas fossem esculturas sem corpo a se mover no vazio, e a a brisa não mais desejasse se mover.

Naquele instante, uma estranha sensação de paz, tranquilidade e serenidade (talvez, até algo que remotamente lembrasse a felicidade) se apoderou de seu corpo, sua mente, sua alma. Ainda tinha o espinho da solidão preso em seu coração, mas, mesmo que não lembrasse precisamente de seu passado, sabia que há muito tempo não se sentia tão bem, mesmo que estivesse ali sozinho (e, aliás, sabia também que há muito tempo estava sozinho).

Algo, como um vago sorriso, surgiu em seus lábios, ali permanecendo até seus olhos se cerrarem mais uma vez e ele perder a consciência novamente.

Sussurro de Vincent Ferdinand Hirscher, às 7:14 PM. 0 Comments

....................

Tatta Hitotsu No Omoi
Kokia

Tatta hitotsu no omoi tsuranuku
Muzukashisa no naka de boku wa
Mamorinuite misetai no sa
Kakegae no nai mono no tame ni
Hatashitai yakusoku

Gimon darake no yo no naka
Kotae wa mitsukaranai mama
Sore de mo mae ni susumu no Why?
Sora e to nobiru itosugi
Massugu sashishimeshita michi
Ima to iu kiseki o shinjiyou

Yume mitai na genjitsu
Kono te de kaerareru mono nara

Tatta hitotsu no omoi tsuranuku
Muzukashisa no naka de boku wa
Mamorinuite misetai no sa
Kakegae no nai mono no tame ni
Namiutte iru kodou ni chikau yo
Moetsukiru made hashiritsuzukeyou
Ikinuite koso kanjirareru
Eien no itoshisa no naka
Hatashitai yakusoku

Oka no shita saku himawari
Mabushiku hirogaru kiiro wa
Kibou no hikari o terasu yo

Kaerareru mono nara
Chigatta ikikata aru hazu to

Subete kakeyou ataerareta
Toki no naka de kagayaite itai
Tada iki o shite koko ni iru dake
Sore dake na no ni afuredasu kimochi
Boku ni wa boku no shiawase ga aru
Sou omoeru dake de dore hodo
Kono shunkan ga itooshii hodo
Hikari o hanatte yuku yo

Hitori de susumu ni wa
Nagasugiru michinori
Dareka ga kono tobira
Akenai ka matteru

Tatta hitotsu no omoi tsuranuku
Muzukashisa no naka de boku wa
Mamorinuite misetai no sa
Kakegae no nai mono no tame ni
Namiutte iru kodou ni chikau yo
Moetsukiru made hashiritsuzukeyou
Ikinuite koso kanjirareru
Eien no itoshisa no naka

Hatashitai yakusoku

......

Hoje...

Just me, Sara and Bartók

Passado...

fevereiro 2006
abril 2006
maio 2006
agosto 2006
março 2007
abril 2007
maio 2007
junho 2007
julho 2008

......

Melhor vizualizado em 1024x768

......